A minha imagem, tal qual eu a via nos espelhos, anda sempre ao colo da minha alma. Eu não podia ser senão curvo e débil como sou, mesmo nos meus pensamentos.
Tudo em mim é de um príncipe de cromo colado no álbum velho de uma criancinha que morreu sempre há muito tempo.
Amar-me é ter pena de mim. Um dia, lá para o fim do futuro, alguém escreverá sobre mim um poema, e talvez só então eu comece a reinar no meu Reino.
Deus é o existirmos e isto não ser tudo.
Fernado Pessoa(Livro do Desassossego)

1 comment
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04/12/2006 às 10:14 pm
Rubens Osorio
O Lou vai adorar a frase “Amar-me é ter pena de mim”.
Concluo que Pessoa era um grutense (http://www.agrutadolou.blog.br/blog) legítimo !