Apanhar o que tu mesmo jogaste ao ar
Nada mais é que habilidade e tolerável ganho;
Somente quando, de súbito, deves apanhar a bola
Que uma eterna comparsa de jogo
Arremessa a ti, ao teu cerne, num exato
E destro impulso, num daqueles arcos
Do grande edifício da ponte de Deus:
Somente então é que saber apanhar é uma grande riqueza
Não tua, de um mundo.

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29/08/2008 às 4:24 am
Xoyo
Olá Elienai,
Sempre indico a leitura de Rilke. Embora não da poesia, pela dificuldade e ampla polêmica, mas dos textos em prosa: Histórias do Bom Deus, Cartas a um Jovem Poeta e Os Cadernos de Malte Laurids Brigge. Indico principalmente as Histórias do Bom Deus, são contos infantis de uma clareza e beleza fascinantes, nunca pensei que pudesse haver uma prosa poética em alemão com tanto lirismo. Essas Histórias, assim como as Cartas, são escritos sobre a vida de uma profundidade imensa. Ele fala sobre tudo em ambos os textos, nunca conheci ninguém que entendesse tanto da vida…
Um dos contos eu tenho aqui: http://osdecadentes.blogspot.com/2007/10/histria-do-pai-prdigo-rilke.html
Abraços
Sola Gratia