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e tudo o que venho dizendo o que mais ofende aos meus irmãos evangélicos é o que digo com poesia. Quando moleque, ainda tão marcado pelo jeitão carioca, gostava de brincar com as pessoas que não entendiam a ironia. Fazia uma brincadeira, mas os sisudos entendiam tal e qual e se apavoravam, ou se irritavam e partiam logo para uma solução séria ou uma advertência. Percebia a surdez poética e divertia-me sadicamente com as ironias até o limite da paciência. Era o que na época chamávamos de “tirar uma casquinha”, uma molecagem.
A ironia é uma das tantas variações da mesma desistência, a da capacidade de expressar sentidos com as palavras ao pé-da-letra. Mas não uma desistência azeda, o que seria um silêncio lúgubre ou um queixume ranzinza, mas uma desistência bem humorada, leve e despretensiosa. A desistência dos poetas. Daqueles que preferem abrir mão do rigor da comunicação para não terem que ficar sem o prazer da comunhão. Já que nunca consigo traduzir tudo o que sinto e penso em palavras descritivas, divirto-me com as aproximações das metáforas. Modestas, mas cheias de beleza. Tão sugestivas, insinuantes e provocativas. Às vezes, os poetas exageram de tão felizes e se satisfazem apenas com o som das palavras, não dizem quase nada, mas tocam em quase tudo. Tão viçosas e livres dos caixotes semânticos.
Vejo Jesus nos evangelhos com esse comportamento poético. Divertindo-se um pouco com a dificuldade de ser compreendido. Por alguma razão que os evangelhos não explicam, mas que o nosso breve olhar suspeita, Simão é apelidado por Jesus de pedra, Pedro. Quando ele demonstra ter alcançado o que era dito, Jesus se diverte com o trocadilho: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” Mas quando se atrapalha com os sentidos, nosso falastrão experimenta o mesmo trocadilho às avessas: “Pedro, tu és para mim pedra de tropeço.” Quase vejo Jesus com um riso indisfarçável no cantinho da boca.
E que dizer das parábolas? Nem um pouco ingênuas. Insinuantes e provocativas. Apenas assimiladas pelos que tentassem ler as entrelinhas. Em um mundo em que a religião é instrumento de exclusão, mormente étnica, onde os samaritanos são odiados por sua atrevida proximidade religiosa e cultural, Jesus conta uma história com cara de ‘sem-querer’ para exemplificar o verdadeiro amor. É a parábola que aprendemos a chamar de O Bom Samaritano. Seu exemplo de desamor são os líderes da religião dos judeus, o levita e o sacerdote. Mas ocupa a cátedra da misericórdia um réprobo samaritano. Em outra, a que chamamos de O Fariseu e o Publicano, para mostrar o valor da oração, Jesus expõe ao ridículo a arrogância legalista dos fariseus e exalta os deploráveis publicanos, tão convictos de sua miséria quanto agraciados por Deus. Jesus fala uma linguagem apimentada.
Todos os escandalizados com o meu livro Salvos da Perfeição, sem exceção, tiveram dificuldades com a linguagem poética. Para eles mito é mentira. Ironia é profanação. Insinuação é atitude suspeita. Metáforas são antropomorfismos. Narrativa é linguagem escorregadia. Estética é leviandade. Poesia é heresia. E teologia é ler a Bíblia ao pé-da-letra. Assusto-me como eles reagem com zanga e agressividade. Lêem-me como investigadores policialescos. Seus esforços se parecem com uma tentativa de amordaçamento intelectual. Mas o que me assusta é que justamente na poesia é que se transformam em meus oponentes. Onde deveria haver deleite e deslumbramento, experiências com o belo, há apenas escrúpulo e estranhamento, experiências com o feio. Penso que não sabem lidar com a beleza e a descontração.
Pergunto-me por que nossos cultos não tem os cheiros nem os paladares tão criativamente espalhados por Deus para aventura de viver. Por que nossos templos são descoloridos e preferimos os cartazes de propaganda e as frases de admoestação aos quadros e esculturas dos artistas? Por que nossas músicas são, com freqüência, tão piegas e repletas de frases repetitivas e sem criatividade? Por que nossos sermões são mais bem considerados na medida de seus moralismos e advertências austeras? E nossas liturgias são tão previsíveis? Nossa indumentária, austera? Sugerem uma gente com medo das sensações, desconfiada de tudo o que não termine em conclusões de ordenança moral e afirmações peremptórias. Por que nossas festas são reduzidas à comilança? Sem dança e descontração, sentamo-nos ao redor de mesas para nos ocuparmos do único prazer que nos resta, comer.
Há muitas explicações possíveis. Em algum momento e por alguma razão que não me cabe agora, acatamos a idéia castradora de que nossos prazeres são desprazeres para Deus. Nosso mundo, concluímos, um lugar perigoso e disposto para nos prejudicar e condenar ao inferno eterno. Nele, temos que nos portar com a mesma tensão dos guardas noturnos em ruas perigosas. Descontrair é abrir brechas para entrada destrutiva de imaginários inimigos. O rigor paranóico enfeia nossos crentes.
Mas desconfio de uma razão anterior. Nossa leitura da Bíblia. Ela é bem mais que a leitura de um texto sagrado, ou um manual religioso. É um modo de ler a vida. Reduzimos o mundo ao que está escrito na Bíblia. Nada existe distintamente do que está previsto na revelação do texto sagrado. Daí o esforço hercúleo de fazer caber a nossa vida nas páginas canonizadas. Algo semelhante ao que faziam os chineses com os pés de suas mulheres. Uma antiga tradição chinesa dizia que as mulheres na China deviam ter pés pequenos, e para isso quando as mulheres eram crianças os seus dedos dos pés eram quebrados, pois assim as mulheres sem os pés cobertos não podiam percorrer grandes distâncias, não podendo fugir de casa. O reducionismo biblista dos evangélicos pratica culturalmente a mesma violência.
No entanto, ainda mais decisivo na leitura evangélica da Bíblia não é a pretensão de encaixar nela nossas vidas, mas de tratá-la com o mesmo rigor cientificista dos tratados acadêmicos. Desejando para os argumentos da nossa fé a mesma reverência dada às ciências naturais, tratamos de conferir a tudo o que dizemos a correspondência rigorosa e fiel com uma pretensa verdade. Sendo assim fomos treinados a ler tudo literalmente. Ficamos sem a ginga poética. Um crente fundamentalista lendo a poesia tão presente na Bíblia é como um lutador de Sumô tentando jogar capoeira.
Dar ao texto bíblico este estatuto de supertexto inibe qualquer relação mais espontânea e descontraída. Como devem ser a oração e a meditação. Uma Bíblia assim é uma castração existencial para os devotos. Mas nem creio que Deus compartilhe esta crença nem entendo que a Bíblia deva ser lida assim.
A Bíblia dos exegetas e seus métodos com pretensão científica é um corpo morto e inerte e sua exegese, uma exumação. A Bíblia dos que a lêem literalmente é semelhante à comida sem cheiro e cor e sua leitura é uma desleitura.
Prefiro ler a Bíblia como foi sugerido a João fazer com a revelação trazida pelo anjo. Parar de escrever e comer. A revelação nunca se dá plenamente na escrita. Ela precisa ser incorporada. Necessita transformar-se em algo mais que as palavras imediatas, ao pé-da-letra. Deve tornar-se a vida do João. Como o pão vira corpo vivo. Mas a descoberta atordoante de João nem foi o gigantesco anjo, nem os conteúdos da revelação, mas seu gosto agridoce. Doce na boca e amargo no estômago. Sua experiência mais apocalíptica foi a sápida. A revelação é cheia de sabor.
Esta Bíblia é a libertação da metáfora e da beleza. Para pessoas que além de crentes querem ser felizes e bonitas.

27 comentários
Feed de comentários deste artigo
30/07/2009 às 6:36 pm
rubens osorio
Teu texto lembrou-me duas coisas: a primeira consta em livro de Francis Schaeffer onde ele descreve a visita de um grupo de cristãos a um local que ao longe parecia lindo para convidar o pessoal dali para visita-los. Ao chegar lá, olharam para o local de onde vieram e seu aspecto era horroroso, que deu até vergonha fazer o convite.
A segunda foi por ocasião da visita de John Stott ao congresso da ABU em Recife. Ele dava suas palestras matinais com coloridas camisetas nordestinas. Os pastores brasileiros que davam palestras logo depois, vinham com austeros ternos escuros…
31/07/2009 às 1:18 am
Alan Brizotti
A igreja da feiura não suporta a poesia e a beleza porque não possui a leveza necessária para dançar com elas. Esse evangelicalismo do gosto duvidoso confunde poesia com rimas pobres, música com barulho e Bíblia com estatuto de presídio. Sem falar na absurda falta de senso de humor. Ser cristão, para eles, é jamais sorrir. Nietzsche dizia: “E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada”.
Valeu, Elienai. Amei o livro. Abraço
31/07/2009 às 7:54 am
Fique por dentro Biblia » Blog Archive » POR QUE OS EVANGÉLICOS SÃO TÃO CRENTES, MAS TÃO FEIOS? « Blog do …
[...] é uma castração existencial para os devotos. Mas nem creio que Deus … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
31/07/2009 às 10:52 am
Luciano Senador
Amado, seu texto é muito interessante, simples e por isso poderoso.
Realmente existe uma seriedade absurda, os crentes andam tão sisudos que quase parecem tristes, infelizes e cheios de dores. É claro que isso não é regra, mas é assim que vemos alguns irmãos.
Jesus nos libertou, nos ama e seus ensinamentos estavam cheios de poesia, insinuações, provocações e alegria. Até no momento de ira podiamos ver que era por puro amor ao Pai que o fazia, é claro que estava ali lições. Mas vejo que a leitura da Bíblia precisa ser feita como um diálogo com Deus, uma oração… Temos que deixar de lado as atitudes fariseuistas e religiosas que adotamos com o passar do tempo na vida cristã.
A paz!
01/08/2009 às 4:43 pm
David Santos
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.
Cristo não foi criativo, não foi poeta, não fez brincadeira com verdades espirituais para falar de coisas sérias que poderiam ofender a maioria dos ouvintes…se não fez tudo isso, não foi o Cristo.
01/08/2009 às 6:33 pm
Bruno Siqueira
Texto excelente..
É urgente que em meio à palidez evagélca se levantem alguns para defender a marivilhosa leitura da Bíblia como texto poético e literário que é em grande parte (sem deixar de ser verdadeiro, é claro)…
Infelizmente essa lógica pós-iluminista de vício na razão juntamente com a leitura fundamentalista tem feito com que muitos não veja a beleza do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
05/08/2009 às 11:32 am
vladimir o. souza
Meu caro JR.
Vc já conseguiu um grande feito publicando uma obra que me remete a autores/teólogos como: Rubem Alves, Leonardo Boff e C. S. Lewis. Saber usar as palavras como instrumento de poesia e lirismo, é um feito somente para aqueles que pensam e vivem fora da caixa. Não espere por parte dos nossos muitos irmãos, um entendimento maior no que tange a sua capacidade de comentar e analisar aquilo que não seja óbvio ou ortodoxo. A beleza está no diferente, que o diga Paul Arden…conhecia esse cara lendo um livro muito bacana: Explicando Deus numa corrida de táxia…leitura simples, porém, não recomendada para muitos dos nossos irmãos…são nossos irmãos…tenham paciência com eles. 2 + 2 para muito deles sempre será 4…mas a moçada quantica anda dizendo que pode dar…5…6….7….!
Abrs! Peace!
05/08/2009 às 2:29 pm
nancy
de acordo!
mas nem toda exegese é exumação!
ah! os prazeres da tradução… a vertigem da crítica!
e o texto úmido e surpreendente
pedindo pra ser lido mais uma vez
http://www.itf.org.br/index.php?pg=conteudo&revistaid=7&fasciculoid=26&sumarioid=198
Os símbolos e imagens, metáforas e relações que habitam nossas orações, liturgias e teologia se referem ao elenco de histórias bíblicas. Nosso léxico, nossa linguagem de corpo e de discurso, se alimentam do cardápio de personagens, enredos, estruturas, mitologias, seqüências e representações das tradições bíblicas vivas também nas culturas por caminhos de imposição, de assimilação ou de reinvenção.
O que se construiu como senso comum no imaginário social a partir das tradições bíblicas é uma mescla entre um deus incorpóreo, puro espírito, e homens e mulheres cheios de ordenações e danações em seus corpos pecadores e mortais. Esta visão simplificada, violentamente monolítica e restrita do texto bíblico é a que prevalece nas catequeses e escolas dominicais, nas representações artísticas e nas liturgias.
Infelizmente é a visão que continua perpassando também a leitura bíblica popular e ecumênica que fazemos na América Latina. Ainda não fomos capazes de incorporar uma visão crítica da demonização do corpo e do erotismo nas versões oficiais do judaísmo-cristianismo, nem capazes de articular criativamente as descobertas e alternativas que a arqueologia, antropologia, psicanálise trazem para uma experiência religiosa mais integrada.
Nossas leituras bíblicas continuam reforçando uma perspectiva de Deus impessoal, separada da humanidade e seus corpos, da natureza e seus corpos. Um Deus sem corpo e des-erotizado e, por isso mesmo, melhor e superior a outras divindades marcadas e misturadas a rituais de fertilidade e expressões eróticas.
O primeiro problema está na tentativa das teologias sistemáticas e suas versões catequéticas em trabalhar a Bíblia a partir de reduções temáticas e seqüenciais: fala-se de O Deus do Antigo Testamento como uma imagem única e referente a um mesmo conteúdo sempre…
06/08/2009 às 2:38 pm
Marcio Uno
Elienai,
As suas palavras são poesias que alcançam a beleza da vida.
A palavra de Deus é a palavra de vida eterna e por isso, são belas poesias. Literalidades da Bíblia não se encaixam na vida, pois são descrições muito maiores que não cabem nos escritos. O grande poeta, Deus, não nos comunica com superficialidade, mas quer atingir nossa alma, assim como um músico, pintor e artista. Amei o texto. Abraços.
08/08/2009 às 9:17 pm
yuri
Elienai, quanto mais lindos esteticamente se tornam seus textos, maior sua habilidade de tecer sobre o irrelevante … quem está com a mão no arado e tem um país para chamar aos pés do Senhor Jesus, não encontra tempo para achar os crentes feios …(vc seria um evangélico ou só se lembra de sê-lo quando os numeros da igreja tomam a cor vermelha no excel?) será que antes de achar os crentes feios já olhou para a podridão e frieza dentro de sua própria congregação?
10/08/2009 às 1:39 am
Rodolfo
“quem está com a mão no arado e tem um país para chamar aos pés do Senhor Jesus, não encontra tempo para achar os crentes feios”(…)
“será que antes de achar os crentes feios já olhou para a podridão e frieza dentro de sua própria congregação?”
Pr. Elienai, fala sério, foi vc msmo quem elaborou estes comentários afim de exemplificar a “feiura” dos evangélicos na prática, né?rs. Conseguiu! Ficou ótimo!rs. Ô povo “feio”, glutão, carrancudo, mal humorado e sem graça. Insosso. Insípido. Por fim, intragável e indigesto!
Entretanto, “o exemplo”, foi tão bom que fiquei com algumas perguntas na cabeça: yuri você que deve ter tanto trabalho para chamar as pessoas, ops, desculpe-me, UM PAÍS, aos pés do “Senhor Jesus” como consegue ter tempo disponível para fazer comentários de ataques pessoais? Faz parte da sua tática de “evangelismo”? Ou é apenas para disfarçar o fato de vc não ter lido o texto?
10/08/2009 às 9:41 am
Dudu
Como diria o grande teólogo Tom Cavalcante ao incorporar o personagem Tompete Justus: “ô povo feio” esses crentes.
Meu querido Pr. Elienai, sugiro que no seu próximo livro venda um kit contendo o livro e um pote de sal de frutas, pode ser que assim se torne menos indigesto para nossos irmãos “crentes”.
Eu e Kétila estamos na ansiedade para reencontrá-lo aqui em Fortaleza. Ainda não tive tempo para maturar aquela conversa que preciso ter com você, mas minha mente está fervilhando.
Saudades!!!
12/08/2009 às 10:45 am
Esdras
Elienai, estou lendo o seu livro. Acho que li seis capítulos até agora. Gostei de todos. Para mim, chegou no momento certo, em que estou questionando não só a minha fé, mas principalmente a mim mesmo (uma coisa leva a outra mesmo).
Parabéns!
25/08/2009 às 10:59 am
Guilherme Bragança
Comecei a ler “Salvos da Perfeição”. Realmente é preciso quebrar alguns conceitos errôneos sobre a vida de um cristão. Somos cristãos e humanos, portanto devemos também viver como humanos, e não como modelos de perfeição.
04/09/2009 às 1:32 pm
Levi Bronzeado dos Santos
Prezado Pastor Elienai
Esse esplêndido ensaio teve o condão de evocar em mim os muitos momentos de minha vida no meio cristão, e pude ver em reprise a luta renhida que ainda travo nos meus sessenta anos de idade, convívendo numa igreja pentencostal.
Parafraseando o cantor e compositor Milton Nascimento, quero lhe dizer que esse seu texto lúcido e iretocável é “para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”.
Concordo com tudo que vc escreveu. Me parece que o crente tem medo de ser feliz. Veja o exemplo do Pastor Armando Pedreira, no http://levibronze.blogspot.com/2009/06/o-sao-joao-de-armando-pedreira.html
Gostaria que você desse uma passadinha lá no meu blog “Ensaios e Prosas” e desse uma olhada em alguns dos meus ensaios.
Saudações fraternas,
Levi B. Santos
04/09/2009 às 1:47 pm
Levi Bronzeado dos Santos
Prezado Elienai Junior
Em tempo: Coloquei o seu Blog na minha lista dos preferidos da blogosfera cristã.
Graça e Paz,
Levi B. Santos
16/12/2009 às 7:11 am
Padre Nuno
Sou sacerdote católico e confesso que gostei muito dfeste texto por ser tão apelativo e nos pôr a pensar. Também na Igreja Católica encontro muitas destas situações… aliás, muitas vezes em mim mesmo encontro tudo isso. Temos que deixar que a força imensa, a alegria explosiva e a vida nova da Palavra de Deus nos contagiem e trasnformem as nossas comunidades e, consequentemente, o mundo inteiro.
30/12/2009 às 11:55 am
francijane
Lindo texto. Nós devemos estarmos sempre atentos para nao cairmos na velha tadição religiosa da qual saimos. Só acho que o autor direcionou o texto ao alvo errado – apesar de algumas denominações evangelicas serem sisudas-, a sisudés mais cruel é a liturgia tradicional católica. Pois qual povo come mais da palavra e se mistura com ela do que os evangelicos?
19/05/2010 às 2:47 am
Nelson
Leia:
A cabana.
de: Willian P. Yong
07/06/2010 às 9:12 pm
Carlos Alberto Fagundes Barbosa
Creio que a extrema literalização dos Escritos Sagrados se deve àquela antiga dificuldade de discernimento entre a letra da Lei (que mata) e o Espírito da Lei (que é vida).
A letra da lei nos torna, além de taciturnos, macambuzos e medrosos, também superficiais e inaptos as gargalhadas e alegrias simples da vida; sobretudo prejudica enormemente nosso relacionamento com o Pai.
Tempos atrás vi na tv uma cena hilária: era a propaganda do cd de um popstar-religioso-cantor. Ele tentava de todas as formas ser expontâneo, solto… mas cada gesto dele mostrava sua imensa dificuldade. Era como se um mero gesto pouco mais exagerado demandasse um esforço hercúleo. Aquilo ficou ridículo e teatral.
Alegria, gargalhada, abraço, expontaneidade e festa, definitivamente não fazem parte do sentimento religioso e jamais serão encontradas em seus ambientes.
Abaixo o engessamento, o empedramento, a paralisia e a tristeza como desadorno.
Acabemos com aquelas caras de fiscais de Deus.
Viva as cores, a luz, a poesia, o sorriso largo, a contemplação e o êxtase!
Não nos esqueçamos que a raiz da palavra saber é sapore, do latim sabor, gosto paladar.
Seja paltável, gostosa e saborosa a Palavra em nossa alma, pois, “nem só de pão viverá o homem”.
Beijão em todos!
Carlos Alberto-Pr.
12/01/2011 às 2:40 pm
cassia
sempre me sinto edificada com suas palavras poetica, agradeço a Deus por sua revelaçao nos ultimos dias, so assim nos sentiremos livre de verdade. um abraço poeta de deus
06/02/2011 às 10:55 pm
Franklin Rosa
Elienai, meu mano subversivo, graça e paz! Antes de mais nada quero deixar registrado a admiração que tenho por vc e o Gondim, referencias de coragem e ousadia de romper com os rótulos da religião de “tubo de ensaio” que tem produzido soldadinhos de chumbo sem massa cinzenta. Quanto ao texto, sensacional. Os crentes são feios porque vestiram a capa desse estelionato que chamam de Evangelho que oprime e manipula consciências, essa fraude que quer a qualquer preço a gestão absoluta da capacidade reflexiva alheia, transformando todos em Fredy Krueger gospel, azedos com a própria existência e sem a sensibilidade de discernir o belo na subjetividade do sentimento de perceber a vida como uma construção em andamento sem agendas fixas.
Um abração querido, e continue nos edificando com essa liberdade de conteúdos fora do convencional, que agride em graça e amor aqueles que foram submetidos a um processo de produção em massa do produto chamado “RELIGIÃO”.
02/03/2011 às 6:04 pm
SAO!
É estranho em um pais tão descontraido, colorido e cheio de vida como o nosso Brasil, as igrejas (instituições religiosas cristãs) serem tão desconexas com essa realidade.
Essas igrejas (instituições religiosas cristãs) negam a música brasileira, negam o modo de vida de um pais tropical. Elas são mais conhecidas pelo o que elas negam e proibem do que pelo que se apresenta e pela ideia de comunidade.
Nesse cenário concordo com Ricardo Gondim quando ele diz ”Todo moralista esconde um reprimido.”
20/05/2011 às 11:00 am
Silvia
Verdadeiramente, mesmo não contando com muito tempo para ler todas as suas postagens, porém eu li “Salvos da Perfeição”… foi uma fonte refrescante em meio a tanta hipocrisia religiosa… sou argentina, moro no Brasil desde 2008, e tenho visto poucos escritores cristãos, comprometidos com a Palavra, mas também com a estética, o estilo literário e o prazer da beleza da vida… MEUS PARABÉNS!
04/07/2011 às 11:13 am
JW
Tanta confusão, tanto falatório, tanta preocupação, tanto discurso, tanto…tanto…tanto. Por que falamos tanto? O que dizem os pastores sobre suas “ovelhas”? eu sei… O que dizem os pastores sobre suas promessas? eu sei… O que dizem os pastores sobre vida cristã? Não sei… O que são eles diante da verdade das escrituras e da verdade de suas vidas? Não sei… Dores, tempo, futuro, promessas, verdades, bíblias, teologias, teloegos etc… Ah! Não sei mais nada.
30/09/2011 às 1:19 pm
Por que os Evangélicos são tão crentes, mas tão feios? « Igreja Cristã de Ipanema
[...] da metáfora e da beleza. Para pessoas que além de crentes querem ser felizes e bonitas. Fonte: Blog do Elienai Jr Like this:LikeBe the first to like this post. from → Artigo, Geral ← Estamos [...]
20/10/2011 às 6:14 pm
lima
Teixerinha
Texto bem escrito, certamente, mas, o que me incomoda é a atitude um pouco preconceituosa quanto aos crentes ortodoxos . Admito que o período que frequentei uma comunidade mais liberal foi onde fui mais hostilizado, até mais que em ambientes “não-igreja”. Tudo porque optei pela tradição só por isso.