“Nunca vemos além de nossas certezas e, mais grave ainda, renunciamos ao encontro, apenas encontramos a nós mesmos sem nos reconhecer nesses espelhos permanentes. Se nos déssemos conta, se tomássemos consciência do fato de que sempre olhamos apenas para nós mesmos no outro, que estamos sozinhos no deserto, enlouqueceríamos. (…) De meu lado, suplico ao destino que me conceda a chance de ver além de mim mesma e encontrar alguém.” (Paloma Josse, personagem de 12 anos do romance de Muriel Barbery, A elegância do ouriço, 153-154)

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