ImagemEsqueci que fui poeta,

desaprendi o jogo das palavras.

Aprouve à vida comum,

na insistência do banal,

a inconsistência da escrita.

 

Poderia dizer:

– o amor não é feito de palavras!?

Mas as palavras, poesia,

fazem amor feito gente.

 

Então, quem sabe?:

– teu corpo é poesia maior!?

No entanto, a poesia, palavras apoquentadas,

tocam em ti mais que os dedos.

 

e, por que não?:

– as palavras, o vento leva!?

Mas o amor, sem palavras,

não se renova sem o vento delas.

 

Ah! Agora sim:

– o silêncio fala mais alto!?

Ih! Que bobagem!

O amor não gosta de gritos …

prefere o sussurro.

(Poesia é sussurro d’alma)

 

Preciso das palavras, onde estão?

Na ponta de uma caneta tímida? Não.

Na timidez de uma caneta sem ponta? Pior.

Com a caneta em um ponto tímido qualquer? Melhor.

Sem esquecer da caneta, esquecendo a timidez,

Apontar o que realmente importa:

Amo você! e com palavras.

 

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